NO TEMPO
Sonia Macedo
Quando entre nós
existia a cortina do tempo
que como poeira no ar
embaçava o nosso olhar,
éramos cúmplices
do nosso silêncio.
Quando entre nós
havia a voz
irreversível do não
nossas mãos frias
se distanciavam
das carícias
que abafávamos
no coração.
Quando o tempo
foi saindo fora
e a resistência
em ser feliz
foi diminuindo
éramos amigo-amantes,
novamente,
nos descobrindo.
E vidas voltam a viver
o tempo não é palavra
a se recorrer
como desculpa da dor
em não nos deter
no que sentimos:
um amor tratado
à distância,
e a distância
sempre existindo.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
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