Evidência
é sempre ele
que ilumina o
outdoor da dor
ele que num piscar
[neon ou não]
faísca
afasta o fosco
ajusta o foco
filtra
ele
meu sol
meu pixel
ele bright
holofote
spot
flashlight
ele fosforescência
estrela que entra
sai de cena
deixa
todas as luzes
tesas
valéria tarelho
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
terça-feira, 12 de agosto de 2008
POETANDO - 06
POEMA DO ALQUIMISTA
Rosangela Aliberti
A pessoa bonita tem coração-de-leão
E o bom senso de devolver dois mil francos
Caídos no chão
A pessoa bonita não é um ser aureolado
Lembra sangue e suor... e o olhar-aquilino nos abrolhos
Tem no ar um sorriso de soldado espartano
Questionador... por encantar outros lábios
A mudez do verbo é pura vertigem e ternura
Jóia testada por ourives
A pessoa bonita faz juz a juba oculta
A pessoa bonita tem respeito pelo dedo de Ísis
(Pontos de interrogações eternos sem fim
há conjunções de dar inveja aos anjos
onde vibra a leitura dos magos brancos
e dos bons astrólogos)
Uma bonita pessoa na Terra
Iguala-se a uma das estrelas no Céu
Anfitriões bordam de ramo em ramo
As cores doloridas nos jardins
Quando não se sabe quem leva quem nos braços
A pessoa bonita não se confunde
Entre ruídos e raios
- Nos últimos degraus da escada de Jacó -
A pessoa bonita faz de qualquer Bomba
Um Poema de flores.
São Paulo-SP
http://www.rosangelaliberti.recantodasletras.com.br/
Rosangela Aliberti
A pessoa bonita tem coração-de-leão
E o bom senso de devolver dois mil francos
Caídos no chão
A pessoa bonita não é um ser aureolado
Lembra sangue e suor... e o olhar-aquilino nos abrolhos
Tem no ar um sorriso de soldado espartano
Questionador... por encantar outros lábios
A mudez do verbo é pura vertigem e ternura
Jóia testada por ourives
A pessoa bonita faz juz a juba oculta
A pessoa bonita tem respeito pelo dedo de Ísis
(Pontos de interrogações eternos sem fim
há conjunções de dar inveja aos anjos
onde vibra a leitura dos magos brancos
e dos bons astrólogos)
Uma bonita pessoa na Terra
Iguala-se a uma das estrelas no Céu
Anfitriões bordam de ramo em ramo
As cores doloridas nos jardins
Quando não se sabe quem leva quem nos braços
A pessoa bonita não se confunde
Entre ruídos e raios
- Nos últimos degraus da escada de Jacó -
A pessoa bonita faz de qualquer Bomba
Um Poema de flores.
São Paulo-SP
http://www.rosangelaliberti.recantodasletras.com.br/
domingo, 3 de agosto de 2008
POETANDO - 05
ISTO É AMAR-TE
Célia Jardim
Não é beijar teu corpo
sentir teu sexo
deixar que sintas o meu
que me faz amar-te
Amar-te
é entregar primeiro a minha alma
viajar com calma
por todo o universo do teu ser
experimentar todas as emoções
e descobrir em ti
o meu paraíso
Amar-te
é doar todos meus sentidos
sagrar todo o meu desejo
confiando-te a minha vida
E enfim
oferecer-te meu corpo como prenda
e no altar da nossa vontade
receber o teu
como a mais preciosa oferenda
Só então,
deixar-te me possuir
corpo e alma
inteiramente para ti
Célia Jardim
Não é beijar teu corpo
sentir teu sexo
deixar que sintas o meu
que me faz amar-te
Amar-te
é entregar primeiro a minha alma
viajar com calma
por todo o universo do teu ser
experimentar todas as emoções
e descobrir em ti
o meu paraíso
Amar-te
é doar todos meus sentidos
sagrar todo o meu desejo
confiando-te a minha vida
E enfim
oferecer-te meu corpo como prenda
e no altar da nossa vontade
receber o teu
como a mais preciosa oferenda
Só então,
deixar-te me possuir
corpo e alma
inteiramente para ti
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
POETANDO - 04
MADRUGADA DE SONHOS
Antonio Carlos Machado
A tarde morna lhe aguçava a idéia
e o sol se pondo incendeia além.
Uma rolinha que voltava ao ninho,
lhe traz saudades nem sabe de quem.
Fica pensando como foi a vida.
Aparta o bem dos males que passou.
Floreia as teclas da cordeona velha,
masca o plheiro que já se apagou.
Os pés cansados já não calçam botas
e o seu "ruano" perdeu nos caminhos.
A busca louca da felicidade
em vez de flores, lhe deixou espinhos.
A noite cai e lhe convida o sono.
Um gole d`água pega na cacimba,
e já sentindo o avançar dos anos,
a passos lerdos se vai à tarimba.
Um galo canta anunciando a aurora,
renova a sina de esperar o nada.
E se o melhor da vida é o sonho,
que volte logo outra madrugada.
Santa Maria-RGS
Antonio Carlos Machado
A tarde morna lhe aguçava a idéia
e o sol se pondo incendeia além.
Uma rolinha que voltava ao ninho,
lhe traz saudades nem sabe de quem.
Fica pensando como foi a vida.
Aparta o bem dos males que passou.
Floreia as teclas da cordeona velha,
masca o plheiro que já se apagou.
Os pés cansados já não calçam botas
e o seu "ruano" perdeu nos caminhos.
A busca louca da felicidade
em vez de flores, lhe deixou espinhos.
A noite cai e lhe convida o sono.
Um gole d`água pega na cacimba,
e já sentindo o avançar dos anos,
a passos lerdos se vai à tarimba.
Um galo canta anunciando a aurora,
renova a sina de esperar o nada.
E se o melhor da vida é o sonho,
que volte logo outra madrugada.
Santa Maria-RGS
domingo, 27 de julho de 2008
POETANDO - 03
ORVALHO DO AMOR
Marlin Balbuena Bremm
Orvalho do amor
Molha a alma e coração
Faz brotar sentimentos
Que só aumentam com o tempo
Orvalho do amor
Fertiliza o coração...
De quem um dia quiser provar
Do gosto gostoso de amar
Esse orvalho adocicado
Adoça a vida
De quem muito precisa
Derrama lentamente
Gotas açucaradas de amor!!
Podemos aos poucos mergulhar
Nesse mel da sedução...
Onde todo corpo envolvido
Prova do sabor doce da paixão...
Os corpos se entregam
E neste mel da alegria!
Liberam as fantasias: amor, delírio, tesão...
Unem os corações...
Fazendo do orvalho do amor
O orvalho das tentações!
Marlin Balbuena Bremm
Orvalho do amor
Molha a alma e coração
Faz brotar sentimentos
Que só aumentam com o tempo
Orvalho do amor
Fertiliza o coração...
De quem um dia quiser provar
Do gosto gostoso de amar
Esse orvalho adocicado
Adoça a vida
De quem muito precisa
Derrama lentamente
Gotas açucaradas de amor!!
Podemos aos poucos mergulhar
Nesse mel da sedução...
Onde todo corpo envolvido
Prova do sabor doce da paixão...
Os corpos se entregam
E neste mel da alegria!
Liberam as fantasias: amor, delírio, tesão...
Unem os corações...
Fazendo do orvalho do amor
O orvalho das tentações!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
POETANDO - 02
NO TEMPO
Sonia Macedo
Quando entre nós
existia a cortina do tempo
que como poeira no ar
embaçava o nosso olhar,
éramos cúmplices
do nosso silêncio.
Quando entre nós
havia a voz
irreversível do não
nossas mãos frias
se distanciavam
das carícias
que abafávamos
no coração.
Quando o tempo
foi saindo fora
e a resistência
em ser feliz
foi diminuindo
éramos amigo-amantes,
novamente,
nos descobrindo.
E vidas voltam a viver
o tempo não é palavra
a se recorrer
como desculpa da dor
em não nos deter
no que sentimos:
um amor tratado
à distância,
e a distância
sempre existindo.
Sonia Macedo
Quando entre nós
existia a cortina do tempo
que como poeira no ar
embaçava o nosso olhar,
éramos cúmplices
do nosso silêncio.
Quando entre nós
havia a voz
irreversível do não
nossas mãos frias
se distanciavam
das carícias
que abafávamos
no coração.
Quando o tempo
foi saindo fora
e a resistência
em ser feliz
foi diminuindo
éramos amigo-amantes,
novamente,
nos descobrindo.
E vidas voltam a viver
o tempo não é palavra
a se recorrer
como desculpa da dor
em não nos deter
no que sentimos:
um amor tratado
à distância,
e a distância
sempre existindo.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
POETANDO - 01
Como primeiro registro, uma homenagem à minha comadre RUTH FARIAS LARRÉ, professora, atriz e poetisa... Da Academia Santa-Mariense de Letras...
ALMAS GEMEAS
Ruth Farias Larré
Quem foi que te ensinou
a me fazer feliz assim?
Como é que os teus olhos descobriram
todas as expressões
que os meus olhos cansaram de buscar?
De onde foi que as tuas mãos
trouxeram o contato morno
de todas as carícias esperadas?
De que longes vieram os teus lábios
para pousar em mim esse gosto misterioso
de todas as distâncias procuradas?
De onde chegaste tu, meu amor,
num dia todo de sol,
projetando, ante o meu ser inexplicado,
uma alma também igual à minha?
Santa Maria-RGS
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